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Especial
7 lições da Coréia para o Brasil

O que o país pode aprender com
o bem-sucedido modelo de educação
implantado na Coréia do Sul


Monica Weinberg, da Coréia do Sul

Fonte: Revista Veja, nº 7 (fevereiro de 2005)

1. Concentrar os recursos públicos no ensino fundamental – e não na universidade – enquanto a qualidade nesse nível for sofrível

2. Premiar os melhores alunos com bolsas e aulas extras para que desenvolvam seu talento

3. Racionalizar os recursos para dar melhores salários aos professores

4. Investir em pólos universitários voltados para a área tecnológica

5. Atrair o dinheiro das empresas para a universidade, produzindo pesquisa afinada com as demandas do mercado

6. Estudar mais. Os brasileiros dedicam cinco horas por dia aos estudos, menos da metade do tempo dos coreanos

7. Incentivar os pais a se tornarem assíduos participantes nos estudos dos filhos

A Coréia do Sul e o Brasil já foram países bastante parecidos. Em 1960, eram típicas nações do mundo subdesenvolvido, atoladas em índices socioeconômicos calamitosos e com taxas de analfabetismo que beiravam os 35%. Na época, a renda per capita coreana equivalia à do Sudão: patinava em torno de 900 dólares por ano. Nesse aspecto, o Brasil levava alguma vantagem – sua renda per capita era o dobro da coreana. A Coréia amargava ainda o trauma de uma guerra civil que deixou 1 milhão de mortos e a economia em ruínas. Hoje, passados quarenta anos, um abismo separa as duas nações. A Coréia exibe uma economia fervilhante, capaz de triplicar de tamanho a cada década. Sua renda per capita cresceu dezenove vezes desde os anos 60, e a sociedade atingiu um patamar de bem-estar invejável. Os coreanos praticamente erradicaram o analfabetismo e colocaram 82% dos jovens na universidade. Já o Brasil mantém 13% de sua população na escuridão do analfabetismo e tem apenas 18% dos estudantes na faculdade. Sua renda per capita é hoje menos da metade da coreana. Em suma, o Brasil ficou para trás e a Coréia largou em disparada. Por que isso aconteceu? Porque a Coréia apostou no investimento ininterrupto e maciço na educação – e nós não. Enquanto os asiáticos despejavam dinheiro nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, sistemática e obstinadamente, o Brasil preferia canalizar seus minguados recursos para a universidade e inventar projetos mirabolantes que viravam fumaça a cada troca de governo. Ou seja, gastava munição atirando para todos os lados sem acertar alvo nenhum. Desnecessário dizer quem estava certo.

 Estudo Foto: Wnag Jun-Young/AFP

A Coréia do Sul é uma sociedade obcecada pelo estudo, como revela uma visita a uma de suas escolas. A que o menino Jae-Ho Lee cursa em Seul, por exemplo, exige dos alunos que cheguem meia hora antes das aulas para estudar a lição do dia anterior. Aos 14 anos, Lee obedece a uma disciplina de soldado. Sai de casa às 7 horas e volta às 16. Tem tempo apenas para fazer os deveres e correr para um novo turno de aulas vespertinas. Além de um curso de inglês, o menino freqüenta um instituto especializado em matemática, onde fica internado quatro horas e meia por dia praticando cálculo e do qual só sai perto da meia-noite. Não porque seja um aluno ruim. Pelo contrário: ele é o primeiro da turma da escola em matemática, onde está na 7ª série do ensino fundamental. Faz aulas extras para adiantar a matéria. No curso, Lee resolve questões do 1º ano do ensino médio. Competir nos estudos é, para ele, como praticar um esporte. Quando vai ao computador depois das provas, para conferir se continua no pódio, tem cãibra e dor de barriga. "Eu suo para manter minha liderança, é a minha vida que está em jogo", diz. A quatro anos da formatura escolar, ele perde o sono preocupado em conseguir entrar em uma universidade de prestígio e arranjar um bom emprego. Lee ajuda a compor a estatística segundo a qual 80% das crianças coreanas passam pelo menos dez horas diárias em frente ao quadro-negro. Ele é, ainda, o retrato de um país que tem na formação de cérebros o principal motor de sua economia.

É um equívoco imaginar que a experiência da Coréia possa ser integralmente transplantada para o Brasil. Como a maior parte das sociedades orientais, a coreana exibe um sentido de hierarquia que não encontra paralelo entre os brasileiros. Ela também é muito mais homogênea cultural e etnicamente, não só em razão de a Coréia ser uma nação pequena, como também pelo fato de o país não ter recebido milhões de imigrantes das mais diversas partes do mundo – o contrário do Brasil, que exibe um território vasto e é um cadinho de culturas e etnias. Hierarquia e homogeneidade (além de uma boa dose de competitividade neurótica, acrescentaria um crítico) estão na base do sucesso do modelo educacional coreano. Mas, mesmo ressaltadas as peculiaridades que permitiram a sua implantação, é possível extrair dele lições para o Brasil. Entre todas as políticas adotadas pela Coréia nos anos 60 para aumentar os índices educacionais do país, uma, de natureza simples, colheu efeito excepcional: o investimento público concentrou-se no ensino fundamental e ficou a cargo da iniciativa privada cuidar da proliferação do ensino superior. Para um país que amargava um PIB africano, era necessário fazer uma escolha – e canalizar recursos para as escolas resultou em um sistema público homogêneo e de bom nível. Os números dimensionam o fenômeno. Segundo um exame internacional feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para avaliar o rendimento escolar em quarenta países, a Coréia revelou ter o sistema mais igualitário de todos, com pouquíssima diferença no resultado dos alunos. O detalhe positivo: a esmagadora maioria vai bem. No ranking, o país alcançou o terceiro lugar em matemática e o quarto em ciências, enquanto o Brasil ficou, respectivamente, com a última e a penúltima colocações nas duas matérias. Por trás das notas, há um aspecto fundamental. A Coréia não apenas investe mais em educação do que o Brasil (6,8%, contra 5,2% em relação ao PIB), como também continua a fazer uso mais eficiente do dinheiro. Os coreanos gastam duas vezes mais na formação de um universitário do que na de um aluno de ensino fundamental, o que é uma proporção equilibrada para padrões internacionais. No Brasil, um universitário custa dezessete vezes mais.

O resultado do investimento coreano nas escolas públicas é visível. Todas as salas de aula são equipadas com um telão de plasma onde os professores projetam suas aulas, os laboratórios de computação têm máquinas de última geração ligadas à internet e as bibliotecas, de tão completas, atraem famílias inteiras nos fins de semana. "Não posso me queixar de falta de dinheiro", diz Cho Soo-Bock, diretor da escola Shindong, orgulhoso do investimento recente em uma piscina de dimensões olímpicas e em um laboratório de informática que substituirá o atual, já bastante moderno. Além da infra-estrutura, o dinheiro despejado nas escolas produziu na Coréia salários bastante atrativos para os professores, que estão entre os mais bem pagos do mundo. De acordo com a OCDE, um professor experiente de ensino fundamental ganha na Coréia um salário mensal médio de 6.000 dólares, numa medição internacional que leva em conta o poder de compra no país. É seis vezes mais dinheiro do que embolsa um profissional brasileiro de mesmo nível. Trata-se de uma carreira que confere status. Uma pesquisa feita pela Universidade Nacional de Seul chegou a uma conclusão interessante sobre o assunto: para as mulheres da Coréia, o professor é visto como o "melhor partido para casar" porque tem emprego estável, férias longas (raridade no país), jeito para lidar com crianças – e ótimo salário. Além de dinheiro no bolso, ele dispõe de condições de trabalho exemplares, com dedicação exclusiva a uma só escola e direito a quatro horas diárias para preparar aulas e atender os estudantes. Leva-se o ensino tão a sério que até professor de jardim-de-infância precisa ter diploma de ensino superior (e a maioria conta com a pós-graduação).

 Foto: Jung Yeon-Je/AFP

Exames que têm como objetivo medir o nível dos estudantes, entre eles o brasileiro Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), comprovaram que há dois fatores fundamentais para explicar o bom resultado nas provas. Um deles é o preparo e a dedicação do professor encarregado das aulas. O outro é a participação da família na educação dos filhos. O Brasil é deficiente em ambos os casos. A participação vigilante dos pais coreanos na educação dos filhos produz em série histórias como a da família Park. Os pais se sentem realizados quando podem organizar uma feira de ciências na escola dos filhos e gastam 30% do orçamento mensal para proporcionar às crianças uma maratona de aulas extras. Mesmo sendo o ensino predominantemente público, a Coréia conta com um prolífero mercado de aulas extras, basicamente dadas em institutos particulares. Só no ano passado, ele movimentou 26 bilhões de dólares. A maioria dos estudantes não se matricula num desses institutos porque corre o risco de repetir o ano, e sim em nome da ambição de ser os melhores da turma.

A fixação coreana pela educação tem raízes profundas na cultura do país. O confucionismo, doutrina milenar de origem chinesa, já difundia valores como a dedicação ao trabalho e a exaltação ao estudo na Coréia de cinco séculos antes de Cristo. Em 1950, a guerra entre o norte e o sul do país produziu imagens comoventes como a de crianças tendo aulas sob lonas cercadas de destroços. A revolução que fez do modelo coreano referência mundial, no entanto, começou na década de 60, no rastro de grandes mudanças colocadas em prática pelo general Park Chung Hee. O general, que tomou o poder por meio de um golpe militar, pilotava com mão-de-ferro tanto as questões da economia como as da educação. A economia coreana sob seu comando foi movida por planos cíclicos de desenvolvimento com vistas a tornar a Coréia uma nação industrial e exportadora. O primeiro foco foi no ramo têxtil, depois na indústria pesada. Para movimentar as novas atividades econômicas, além de investir firme na educação básica, o governo atraiu para escolas técnicas hordas de coreanos pouco preparados, com a promessa de liberá-los do serviço militar obrigatório e lhes arranjar bons empregos. De outro lado, criou institutos de ensino superior voltados para ciência e tecnologia, que passaram a produzir pesquisa de ponta e patentes. "Investir em capital humano gerou produtividade e riqueza para a Coréia", diz o economista americano Jim Rohwer em seu livro Asia Rising (O Surgimento da Ásia).

Laboratório Foto: Jung Yeon-JE/AFP

Produzir tecnologia e colocar-se à frente do Japão, país que dominou a Coréia entre 1910 e 1945, é outra das obsessões nacionais – e os coreanos vêm canalizando recursos para formar tropas de engenheiros aptos a dar conta desse objetivo. Trinta por cento dos jovens que concluem a universidade saem graduados em engenharia. Ao assistir a uma aula típica do jardim-de-infância Ewha, em Seul, entende-se como se forja o encantamento que a tecnologia exerce sobre os coreanos: uma das atividades das crianças de 5 anos é tirar fotos com máquinas digitais e montar uma história manipulando as imagens no computador, tarefa que elas já realizam com destreza. Uma incursão nos laboratórios do Kaist, instituto de ensino superior especializado em tecnologia, também joga luz nas dimensões dessa mania high-tech. Embrulhado em roupas que lhe dão a aparência de um astronauta (o uniforme no laboratório de semicondutores), o estudante de mestrado Sunghyun Go, 23 anos, conta que, nos raros intervalos do trabalho, sua diversão e a dos colegas é resolver equações matemáticas. Freqüentemente, Go vara a madrugada dentro do laboratório porque nada o faz interromper uma experiência pela metade. Essa rotina explica as olheiras que marcam o rosto dos jovens cientistas de lá. A palavra de ordem na Kaist, conhecida na Coréia como MIT asiático, numa referência à renomada universidade americana, é produzir robôs humanizados e sistemas para casas futurísticas. "Tudo o que fazemos tem como objetivo virar produto no mercado", diz o físico Kyungho Ko, vice-presidente da faculdade.

A Coréia conseguiu promover um eficiente casamento entre o ambiente acadêmico e a indústria, força motriz para o tão almejado avanço tecnológico. O resultado é uma troca que beneficia as duas partes: os cofres das universidades coreanas são irrigados com dinheiro da iniciativa privada e as empresas fazem uso de pesquisadores e infra-estrutura para desenvolver seus produtos. Esse é um cenário do qual o Brasil está longe. Na Korea University, por exemplo – universidade particular de onde saíram 20% dos atuais CEOs coreanos –, a Samsung não só contribuiu para a construção de um moderno prédio para pesquisa como ajudou a elaborar o currículo de uma faculdade que forma engenheiros especializados na produção de telas de televisão. Sim, na Coréia há jovens se graduando nessa área da engenharia porque o mercado está ávido por especialistas no assunto. "É um bom exemplo do pragmatismo coreano", diz Doo-Hee Lee, diretor acadêmico na universidade. Há outros. Em 1986, a Posco, uma das maiores companhias de aço do mundo, investiu 7 bilhões de dólares em uma universidade voltada para tecnologia, a Postech. Foi a primeira a oferecer curso para formar engenheiros especializados em aço. Hoje 20% dos funcionários da Posco são recrutados no campus.

 Foto: Wang Jun-Young/AFP

A sociedade coreana é movida pela competição, incentivada à exaustão desde a infância. Até nos momentos de diversão os jovens ficam enfurnados nas salas de karaokê, empenhados em vencer uns aos outros na cantoria de hits americanos, como os de Simon & Garfunkel. Explica-se: a máquina dá uma nota a cada performance. Eles também travam demorados duelos nos jogos de computador, febre da juventude coreana. A competição é ainda mais estimulada, evidentemente, no ambiente escolar. Botar crianças de 10 anos em frente ao computador para saber qual delas é a mais rápida no manuseio do teclado é atividade comum na rotina coreana. As olimpíadas internacionais de matemática são outro acontecimento na Coréia. O evento mobiliza milhares de jovens ansiosos por conquistar a chance de representar o país na disputa. A maior de todas as competições, no entanto, é a do ingresso na universidade. Enquanto no ensino básico as escolas apresentam qualidade semelhante, a Coréia tem no nível superior um trio de faculdades de elite conhecido como SKY (as iniciais das universidades de Seul, Korea e Yonsei, que formam a palavra céu em inglês). Para estar "no céu", como dizem os coreanos, dá-se o sangue nos estudos. As notas obtidas no ensino médio contam na hora de entrar na universidade e são somadas à de uma espécie de prova vestibular. "Ver um filho ter uma boa nota nesse exame é a razão de ser dos pais coreanos", diz Chong Jae Lee, presidente do Kedi, instituto de pesquisas educacionais.

As boas universidades empreendem uma explícita política de caça aos melhores alunos. Elas investigam os boletins dos estudantes de ensino médio, rastreiam os que têm desempenho escolar acima do comum e fazem de tudo para atraí-los, em alguns casos antes mesmo de terem completado o ciclo escolar, dando-lhes garantia de gratuidade, mesada, aulas extras e isenção de vestibular. O objetivo é lapidar talentos individuais e transformar potencial em resultados concretos. Os jovens rivalizam, portanto, porque sabem que no futuro poderão ser recompensados por suas habilidades especiais e pelo esforço. Esse é o lado saudável da competição coreana. Mas há um efeito negativo. A pressão sobre os jovens é tanta que contribui para a Coréia figurar entre os países com a maior taxa de suicídio na adolescência. Outro dado que preocupa é o fato de 20% dos alunos de ensino médio já terem pedido ajuda a um terapeuta para lidar com o stress dos estudos. Aos 6 anos, Kang Jim Won chora compulsivamente no meio da sala de aula porque tirou nota vermelha em matemática. "Sou um fracasso", desespera-se a menina. Entende-se por que muitos jovens coreanos sonham um dia ir para os Estados Unidos, como fizeram os filhos da dentista Cho Dong, de 10 e 13 anos. "Enviei meus filhos para estudar em escola americana porque queria evitar que passassem pelo massacre coreano", resume Dong. Eles também fogem do excesso de disciplina. Até hoje, é comum encontrar crianças de castigo nas escolas da Coréia com os braços para o alto e o rosto virado contra a parede.

Uma saída eficiente para a escassez de dinheiro na época em que a Coréia era pobre foi colocá-lo no lugar certo – as salas de aula do ensino fundamental, onde estava a massa dos estudantes. Funcionou lá e poderia dar certo por aqui. A Coréia também entendeu cedo que o professor é a alma do processo de aprendizado. Por isso, o governo fez desse ofício um dos mais bem pagos e respeitados do país. Para os professores coreanos, ter mais de um emprego, coisa comum no Brasil, não só é proibido por lei como soa ilógico. "Não entendo como pode funcionar assim no Brasil", espanta-se a professora Yang Sue Icyung. Por fim, a Coréia conseguiu implantar um sistema movido pela idéia do mérito, no qual os bons estudantes são premiados desde a escola até a vida adulta. Foi com essa cartilha que o país conseguiu entrar no século XXI capaz de alcançar renda per capita equivalente à de países europeus e um altíssimo nível de desenvolvimento tecnológico. Na capital, Seul, os motoristas pilotam carros guiados por um sistema que informa as melhores ruas para evitar um engarrafamento, os trens do metrô têm telões de plasma e, nas residências, há geladeiras com monitores de computador pregados na porta que avisam quais alimentos estão em falta ou expiraram o prazo de validade. Até as igrejas da Coréia são high-tech. É um país, no entanto, ainda marcado pelas cicatrizes de uma crise econômica, a de 1997, que não só fez a renda despencar como revelou uma fragilidade institucional típica de nações em desenvolvimento. Ainda hoje os coreanos desconfiam da pujança econômica e poupam para ter provisões no caso de nova crise, fato incômodo para um país que sonha reviver os tempos em que a economia crescia embalada por taxas na casa dos dois dígitos. Em 2004, o PIB da Coréia cresceu 5% – taxa semelhante motivou um foguetório no Brasil –, o que é motivo de desalento. Apesar dos contratempos, os coreanos sabem que construíram uma nação que já deu certo graças à revolução pela educação. Basta olhar para os jardins da universidade Postech para ter um exemplo disso: a instituição reservou um terreno de 300 metros quadrados onde pretende espetar estátuas de bronze dos futuros prêmios Nobel produzidos nas suas salas de aula. "Estamos obcecados com essa idéia", diz o diretor Oh Dong-Ho. Ninguém duvida de que vão conseguir concretizá-la.

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