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Professores comentam as provas do Vestibular 2006 UFPE/UFRPE

Perguntamos a alguns professores do ensino médio o que eles acharam das provas do último vestibular. Confira o resultado:

HUMANAS

Francês
Inglês
Espanhol
Português
Literatura
Geografia
História
Redação

EXATAS

Química
Matemática
Física
Biologia


 


Francês
Edson Wagner Falcão de Souza
Colégio de Aplicação da UFPE

Os textos escolhidos na 1ª e na 2ª etapas servem como ponto de partida para o desenvolvimento das questões formuladas. As questões referentes à interpretação textual correspondem a 50% das questões, que exigem do candidato a competência escrita da língua.

Questões que visam conhecimentos referentes a uma competência gramatical correspondem a 50% da prova. Os textos escolhidos no último vestibular abordaram o tema da educação e de programas educacionais, que tratam da melhoria da qualidade da formação acadêmica. Apesar das questões serem objetivas, requerem do candidato conhecimentos de civilização e da história antiga e contemporânea da França.

As questões são claras, não apresentam ambigüidade e as temidas ‘‘cascas de banana’’, que confundem e nada contribuem para a aferição dos conhecimentos lingüísticos e comunicativos da língua francesa. Os conteúdos gramaticais escolhidos na formulação das duas provas são condizentes com o programa divulgado no manual do candidato.

  


Matemática
Marcello Menezes
Colégio Atual


A prova da 1º fase do Vestibular da UFPE e UFRPE foi bem elaborada, com ênfase em matemática básica, funções e geometria. A prova de matemática 1 da primeira etapa enfatizou matemática básica e funções.

 

Na minha opinião, a prova de matemática 2 da 2ª fase foi desnecessariamente longa e trabalhosa, e não contemplou, em sua maioria, a utilização do material de desenho fornecido pela Covest.

 

Sugerimos que a prova de Matemática 2 siga os mesmos moldes das Matemáticas 1 e 3. A prova de matemática 3 da segunda fase premiou o candidato que se preparou para o exame, e está entre as melhores já realizadas pela banca da Covest.


 

 


Inglês
Marco Guimarães
Colégio Atual

É uma tradição da Covest explorar a compreensão de textos e o significado de algumas palavras retiradas do mesmo. As duas fases são muito bem elaboradas, embora o nível esteja muito além do grau de proficiência do ensino médio, mesmo daqueles que tiveram a oportunidade de fazer intercâmbio em países de língua inglesa. Isto está afugentando um número muito grande de alunos para as salas de Espanhol e o que mais me preocupa é que eles vão “estudar” este idioma não porque se identificam com a língua, mas pela similaridade com o Português.

É uma tradição da Covest explorar a compreensão de textos e o significado de algumas palavras retiradas do mesmo. As duas fases são muito bem elaboradas embora o nível esteja muito além do grau de proficiência do alunado proveniente do ensino médio, mesmo daqueles que tiveram a oportunidade de fazer intercâmbio em países de Língua Inglesa.

Isto está afugentando um número muito grande de alunos para as salas de Espanhol e, o que mais me preocupa é que eles vão “estudar” este idioma não porque identificam-se com a língua mas pela similaridade com o Português, tornando  as provas mais fáceis e fazendo com que seja uma matéria a menos a ser estudada para o vestibular. Enquanto o mundo todo tem como prioridade de aprendizado a Língua Inglesa isto não está acontecendo aqui onde os alunos estão “estudando” o Espanhol para satisfazer uma necessidade imediata (o vestibular) esquecendo-se que futuramente serão cobrados quanto ao aprendizado da Língua Inglesa.

 

 

 

História
Cibele Barbosa
Professora de História


Informação e formação. A prova da primeira fase de História da Covest, em alguns de seus aspectos, é um típico exemplo de que não basta apenas o acúmulo de um emaranhado de informações recheadas de nomes e frases feitas para se sair bem no vestibular.

 

Algumas questões exigem algo mais, um requisito muitas vezes esquecido: a bagagem cultural na formação escolar. Responder questões como a 36, a dos impressionistas, seria praticamente impossível atualmente se levássemos em conta apenas as aulas do terceiro ano ou cursinho. Isso porque o vasto conteúdo não permite que haja um apuro no desdobramento de cada assunto, e portanto nomes como Matisse, Gauguin ou Monet extrapolam os limites da gramática vestibulanda.

 

No entanto, as velhas e boas aulas de arte deveriam dar conta do recado, e fornecer um subsídio precioso para responder a essa questão, isso se contarmos com a situação ideal de que um assunto como esse foi trabalhado no colégio. Não que a prova seja de arte, mas a arte está estampada na História e não podemos falar de um período sem levarmos em conta a arte produzida nele.

 

Desse modo, as provas de História da primeira fase passam a consolidar uma tendência: a valorização dos aspectos culturais e da história das idéias em detrimento da história factual ou seja, concentrada apenas em grandes fatos políticos, tais como guerras ou dinastias. Essa tendência também passa a rivalizar com o vocabulário “luta de classes, burguesia e proletariado” tão presente nas provas. Isso não implica que estas últimas estejam escasseando, pelo contrário, as questões da primeira fase buscam dar conta do complexo jogo de “versões históricas diferentes”.

 

Algumas questões possuem enfoque marxista, ainda destacando os modos de produção, outras, a partir de uma ótica quase pós-moderna, buscam, numa mesma questão, alinhar vários campos do saber e tratar dos temas mais diversos.

 

Algumas questões chegam a ser mais filosóficas do que propriamente históricas. Mas o que se observa é que a cultura toma um espaço cada vez maior. Expressões como “concepções e feitos culturais” (questão 31), “representações”, aspectos simbólicos, valores, passam a compor o vocabulário da prova de história. Quanto aos conteúdos, vemos que em 2005 perguntava-se sobre o movimento romântico, e em 2006 sobre os impressionistas na pintura. Em 2005, uma questão deu total enfoque ao pensamento de Thomas Hobbes, e, em 2006, ao de Erasmo de Roterdã.

 

Abordagens como essas, cada vez mais presentes nos vestibulares, fornecem o diagnóstico de que é preciso um redirecionamento na distribuição dos conteúdos e na própria prática em sala de aula. Trabalho árduo, sobretudo porque mostra que um componente essencial para o vestibulando é a base que ele obteve ao longo dos anos de estudo, e não propriamente a ‘fórmula mágica” do último ano.

 

Isso leva todos os envolvidos a entender que a aula de arte na oitava série, a de filosofia e sociologia ou a aula de literatura são tão importantes para o estudo da História quanto a revisão na véspera do vestibular. Também leva à sala de aula temas muitas vezes marginalizados. Se prestarmos atenção nas provas de história da primeira fase dos últimos anos, vemos que esta não é nenhuma surpresa.

 

Como já mostramos, as questões vêm seguindo um mesmo padrão. Apesar da primeira fase apresentar essas mudanças, a segunda fase apresentou várias descontinuidades e mantém-se com graves problemas de má elaboração das questões e ambigüidades nas assertivas.

 

Talvez porque haja uma confusão com a palavra “dificuldade”. De fato, a Segunda fase é mais aprofundada, o que não implica dizer que ela precise nivelar pelo erro. Muitas questões da segunda fase pecam ao valorizar o excesso de informação, na maior parte estéril, em detrimento da reflexão ou do conhecimento mais amplo.

 

É impossível acharmos que um vestibulando conhece mais sobre algo se unicamente souber o nome ou o número de um decreto. Mas o que acompanhamos na segunda fase é um festival de microdetalhes cujo único objetivo é impedir o acerto e muitas vezes aqueles que acertam são os que “chutaram” a questão.

 

Um exemplo é a questão 03 do último vestibular, sobre os capetíngios, que obriga o vestibulando a saber nomes de reis que nem um estudante francês lembraria! Certa feita um amigo francês dissera: Mas vocês brasileiros sabem mais da idade média francesa do que nós mesmos! Mas no que concerne à história do Brasil ainda temos lacunas graves. Entretanto, numa visão geral da prova, percebemos que a tendência dos aspectos culturais e do estudo dos pensadores e suas obras garimpa um espaço definitivo.

 

Na Primeira Fase, Erasmo, e na segunda fase, Tomás de Aquino. Nada mal entender um período histórico através da produção intelectual ou do pensamento político. Outras questões de destaque que confirmam a linha da primeira fase foram as questões sobre o Tropicalismo e sobre o Romantismo. O equilíbrio na apreensão dos diversos períodos históricos se confirmou com o enfoque no Plano Real, na Segunda Guerra Mundial, e no já desgastado, mas sempre atual, tema da globalização.

 

Apesar do esforço em abordar “temas marginais” ao costumeiro manual vestibulando e forçar novas diretrizes do conteúdo de ensino, a segunda fase de História é irregular no trato das questões: enquanto umas testam o conhecimento de fato de um período, outras buscam apenas o detalhe enciclopédico, factual.

 

Isso dificulta um plano de trabalho tanto de professores quanto de vestibulandos já que a segunda fase mantém, como já citamos, suas contradições na abordagem e no estilo das questões, apesar de ultimamente observarmos uma certa constância na distribuição dos conteúdos. Desse modo ela ainda é uma caixa de surpresas, ou, para alguns, uma caixa de Pandora!


 

Geografia
Creso Staudinger
Curso Creso Staudinger

Os Vestibulares recentes (2005/2006) apresentaram uma mudança qualitativa na abordagem das questões, que estão mais abrangentes, varrendo o conteúdo programático todo, sem enfatizar ou destacar uma parte da geografia. Abordando temas da geopolítica internacional e nacional, obriga o candidato a se preocupar, também, com a geografia regional, com as nossas problemáticas, as nossas paisagens, a nossa cultura. Peca, ainda, por não destacar Pernambuco. Creio que a Covest deveria rever este tema, o que, por sua vez, levaria nossas escolas e professores e se preocuparem com a nossa pernambucanidade. A Comissão está de parabéns pelas provas das duas fases sem erros de gabarito.



Literatura
Mírian Gonçalves
Professora de Literatura

A prova, no geral, foi muito bem elaborada, não resta dúvida, sobretudo no que diz respeito à primeira etapa. Em se tratando da segunda etapa, houve registro de dificuldade por parte dos candidatos. A leitura recomendada é de autores brasileiros, no entanto por que colocar o autor espanhol Miguel de Cervantes se temos um mestre como Machado de Assis para explorar? Na minha opinião, os nomes de autores estrangeiros que apareceram na prova, tais como Luis de Camões, Charles Baudelaire, Fernando Pessoa, René Magritt, entre outros, também servem tão-somente para intimidar o fera.


 

 

Redação
Débora Suassuna
Colégio Idéia

Eu gostei muito do tema da redação este ano: “As leis e normas que o homem cria tolhem a sua liberdade? Ou garantem a sua convivência social?”. Achei que foi um tema não ideologizado. Os meninos tomaram um susto, porque estavam esperando os dois ou três temas de sempre.

 

A intenção da Covest, entretanto, era de que o processo ficasse mais justo, porque a equipe fica concentrada nos parâmetros que são exigidos. O erro dos candidatos é acreditar que, no Brasil, tudo tende a piorar, a se agravar. Os feras terminam fazendo um drama e fugindo ao tema proposto.

 

O tema pedia que o fera contemplasse três elementos: liberdade, leis e normas e convivência social. Muitos terminaram fugindo ao tema proposto, exagerando aspectos pessimistas relacionados ao assunto, em detrimento de argumentos que poderiam utilizar para embasar sua opinião a respeito do que foi proposto. Essa tendência pode ser percebida em outros vestibulares dos anos anteriores.

 

Houve um vestibular, por exemplo, em que a Covest pediu que os feras falassem sobre a importância da escola pública para o desenvolvimento do Brasil. Muitos candidatos perderam a chance de escrever ótimas redações, porque se concentraram nos aspectos negativos a respeito da educação pública no País. Falaram sobre a péssima qualidade do ensino, sobre a baixa remuneração dos professores, sobre a falta de infra-estrutura.

 

Na realidade, o tema pedia que ele falasse sobre a situação da escola pública no Brasil, mas o mais importante a destacar deveria ser a importância da educação para o progresso do país. Os feras têm essa tendência de achar que tudo tende a piorar no Brasil e no mundo, o que não é verdade. As coisas tendem a melhorar. Você vê, por exemplo, a questão dos direitos humanos. No mundo inteiro há sensíveis melhorias em relação à defesa destes direitos.


A redação deve estimular o fera a pensar, a se colocar diante de um assunto, a assumir uma posição e a defendê-la. Não se trata apenas de criticar ou de tecer comentários sem embasamento sobre o tema proposto. O mais importante numa redação é a argumentação do aluno, suas idéias e visão do tema.

 

 

Espanhol

Dorilma Neves
Curso Panorama

Na primeira etapa, o texto veio em um nível mais elevado que os anteriores, com perguntas e interpretação que exigiam do aluno uma releitura do texto. A Covest deu uma guinada positiva no sentido de equiparar o nível da prova de espanhol e inglês, já que a de espanhol nos anos anteriores era visivelmente mais fácil, com textos de rápida assimilação, mais curtos que os de 2006.

 

A facilidade da prova de espanhol dos anos anteriores fazia com que os alunos fugissem para o espanhol, temendo a prova de inglês. Apesar de o espanhol ser realmente mais fácil, pela sua semelhança com o português, a tendência da prova é aumentar em termos de complexidade.



 


Física
Mário Menezes  

Complexo Educacional dos Guararapes


A Equipe de Física da Covest manteve o seu padrão de prova. Padrão este que agrada aos professores de ensino médio e que contempla os alunos que se dedicam. Tanto na primeira como na segunda etapa, manteve uma coerência na elaboração das provas.

 

Destacamos a qualidade gráfica das provas e a distribuição dos assuntos. Este ano, houve uma diminuição nas questões de mecânica e uma cobrança maior nos assuntos de termologia, óptica e ondas. Esperamos que esta proporção se mantenha ou que se diminua ainda mais o percentual das questões de mecânica, dando mais ênfase a assuntos como ondas, hidrodinâmica e eletromagnetismo.

 

O nível das questões têm melhorado a cada ano, tanto na primeira como na segunda etapa, contemplando, principalmente, aqueles alunos que se prepararam melhor. Verificamos que a cada ano, as questões estão exigindo mais raciocínio dos candidatos e isto faz com que as escolas e cursos preparatórios passem a exigir mais de seus alunos, aumentando o nível de competitividade. Parabéns à comissão do vestibular, em especial, à equipe de Física, pela forma como vem conduzindo as elaborações das provas.

 

 


Biologia
Fernando Beltrão
Curso Fernandinho & Cia

A prova foi muito boa: clara, sem ser óbvia; criativa, sem imprecisões conceituais; objetiva, sem ser repetitiva. Na 2ª etapa, a banca examinadora acertou também, ao colocar questões detalhistas, mas não em excesso; profundas, mas não confusas; difíceis, mas dentro do programa.

 

Acreditamos que a maior virtude de um elaborador de provas esteve presente, sobretudo, após a aplicação das mesmas... quando, após a constatação de falhas – indicadas pelos professores de nossa cidade – curvou-se diante da própria falibilidade e acatou modificações pertinentes nos gabaritos de questões onde havia falhas.

 


Química
Raphael Soares
Professor de Química

 

A prova de química da 2ª etapa foi muito bem elaborada, com um grau de dificuldade esperado, contendo questões distribuídas nas três áreas da química no seguinte percentual: 25% de questões de química geral/inorgânica, 44% de físico-química, e 31% de química orgânica.

 

Questões contextualizadas foram, mais uma vez, uma preocupação da banca elaboradora, o que é extremamente positivo, pois aproxima o aluno da disciplina. Destaque para as questões 12, 15 e 16. Na questão 12, o aluno pôde observar (e até mesmo aprender!) a relação entre a química dos ácidos e alguns processos fisiopatológicos no corpo humano.

Contudo, vale ressaltar que na alternativa 4-4, mencionar que o grau de ionização é de 100% (o que não é real!) seria interessante para que o gabarito fique 100% correto. A questão 15, por sua vez, trabalhou de forma muito inteligente o conceito de produto de solubilidade, repetindo o feito de outras provas.

 

E, por fim, a questão 16 tratou do conteúdo Normalidade, que, embora seja proposta sua exclusão pela International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), ainda faz parte do arsenal de formas de tratamento de concentrações das soluções, e explicita a sua utilização nas provas da Covest.
Propriedades físicas dos compostos orgânicos e inorgânicos, isomeria, reações orgânicas, radioatividade, cinética e equilíbrio químico, soluções e suas propriedades coligativas, tabela periódica e ligações químicas são assuntos sempre esperados nas questões e estiveram presentes na prova da segunda etapa, trabalhados de forma bastante inteligente.

 

Português

José Ricardo
Colégio Contato

As provas de português acompanham a modernidade de ensino da língua, privilegiando o texto como ponto de partida para o aluno ler o mundo e a si mesmo. A prova aborda a gramática não do ponto de vista normativo, mas funcional. Isso quer dizer que a comissão não está interessada em saber se o aluno domina os detalhes da gramática, mas se ele utiliza a língua de forma correta para se expressar com clareza e liberdade. Com isso, acabaram-se as "cascas de banana". As provas da segunda etapa privilegiam os textos que abordam as diversas manifestações da língua como instrumento de expressão.

 

 

 

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